COISAS DO FUTSAL E DO DESPORTO
Terça-feira, Novembro 03, 2009
Quarta-feira, Julho 22, 2009
DIGNIFICAR UM PAÍS!

São de há muitos anos a minha ligação à Guiné-Bissau e não têm nada a ver com desporto nem com futsal, mas sim com a minha actividade profissional como professor e como gestor educativo.
Há pelo menos 4 anos que o Presidente da Federação de Futebol daquele país me tinha feito o desafio de dar uma ajuda para constituir uma Selecção Nacional de Futsal e colocar o País no Ranking Mundial de Futsal.
Por uma ou outra razões não tinha acontecido ainda e só veio a acontecer nestes 2ºs Jogos da Lusofonia disputados em Portugal (Lisboa) até há uns dias atrás.
A este desafio desportivo ligou-me também uma dívida de gratidão pela forma fantástica como sempre fui tratado no País e onde tenho amigos. Como disse o Alberto Dias, Chefe de Missão da Guiné-Bissau nestes Jogos, " a Guiné também tem coisas boas..."
E tem de facto, sempre afirmei, na Guiné-Bissau o problema não é o seu povo... Desse só verifiquei sempre gente boa, afável no trato com os estrangeiros e em particular com os portugueses (ao contrário de outros países africanos onde estive) e recordo-me das grandes discussões em casa do Pepito sobre Sporting, Benfica, Porto.......... futebol, futebol... e às vezes outras modalidades.
Em 15 dias eu, a Paula Rego (obrigado pela paciência que tens comigo nestas aventuras) e o Nuno Lázaro constituímos uma Selecção nacional de Futsal que trabalhando duas vezes por dia conseguiu apresentar-se com dignidade e chegar ao último jogo com a possibilidade de conquistar a primeira medalha de bronze para o País.
Com mérito de Angola, a quem me liga uma profunda amizade com alguns dos seus jogadores, acho que não me deixaram discutir a medalha quando no dia anterior me expulsaram o capitão de equipa, o Matê no último segundo(já agora dizer ao meu amigo Pedro Catita, comentador da RTP que este jogador de facto que se chama Osagayefo é o Matê, vice-campeão de Portugal no Belenenses e não um ilustre desconhecido do Ismailitas e que de facto era ele a grande baixa do jogo pela medalha de bronze), jogador com provas dadas no futsal português e depois com o jogo em 2-1 para Angola me expulsaram o Rubilson no 1º minuto da 2ª parte.
Demais para uma equipa que ainda está nos primeiros passos. Mas ninguém ficará indiferente ao jogo com Portugal transmitido pela RTP 1 e onde a Guiné-Bissau deu uma demonstração de colectivo que dignificou um País e este projecto de algumas pessoas.
No balneário, o Sr. Ministro do Desporto da Guiné-Bissau, Dr. Baciro Djá colocou o desafio da continuidade de trabalho desta Selecção Nacional e prometeu as condições e apoios necessários para levar esta equipa até ao Campeoanto de África de Futsal a disputar no Burkina Faso no próximo ano.
Porque não?
Para este grupo de jogadores duas palavras apenas. FANTÁSTICOS! OBRIGADO!
Durante uma semana fomos o orgulho de um povo que sempre nos apoiou no Pavilhão Atlântico !
Foi com orgulho que estivémos em campo !
Sexta-feira, Janeiro 02, 2009
UM PROJECTO QUE ME PARECE CREDÍVEL (também sou suspeito)...

A IAL SPORTS MANAGEMENT (ialmanagement.com) é uma empresa de assessoria e consultadoria em desporto da qual eu sou o Director-Técnico em Portugal. Para além de uma intervenção junto de Câmaras Municipais e outras instituições a IAL PORTUGAL cria um projecto de formação de recursos humanos em desporto que procurará diversificar as suas áreas de abrangência criando o CENTRO DE ESTUDOS EM DESENVOLVIMENTO DO DESPORTO.
O CEDD terá por missão realizar e conduzir trabalhos de investigação e formação no desporto em algumas destas áreas:
• Treino Desportivo;
• Organização e Prática do Treino;
• Pedagogia do Desporto;
• Psicologia do Desporto;
• Sociologia do Desporto;
• Animação Sócio-Desportiva;
• Ética e Direito Desportivo;
• Desenvolvimento e Adaptação Motora;
• Estudos Práticos.
Os objectivos deste centro de estudos são teorizar os problemas do desporto contribuindo para a construção de uma comunidade profissional, divulgando os conhecimentos produzidos prestando serviços à comunidade no âmbito da sua actividade através da organização de:
• Formação Profissional
• Seminários
• Clinics e Workshops
• Acções de Formação
• Ciclos de Conferências
• Formação de Praticantes
• Fóruns de formação técnica e pedagógica
• Colaboração com entidades de tutela da modalidade
• Publicações
Brevemente divulgaremos algumas iniciativas.
SE CALHAR ALGUMAS VEZES SÓ ATRAPALHAMOS OU A ARTE DE NÃO COMPLICARMOS...
Neste Torneio Interassociações Nacional de Sub-20 anos
entre dois jogos decisivos disputava-se um jogo com uma equipa mais frágil, que tinha sido goleada no jogo anterior contra uma equipa do nosso nível. Apesar dos sucessivos avisos ganhámos 4-3 a 3" do fim do jogo tendo sofrido o empate a 10" pela outra equipa. Apesar dos avisos e das sucessivas correcções os meus jogadores tinham desligado o interruptor e faziam tudo ao contrário do que se pedia...Pedi um minuto e disse-lhes: "Ok, já sei o que está a acontecer, como o adversário tem menos qualidade do que nós, nós para tornar isto mais emocionante para o público, descemos ao nível deles e jogamos ainda pior... "
Às vezes não vale a pena falarmos muito...
Mais ali ao lado na Guarda, um amigo e pupilo, treinador sério, competente rescindiu de comum acordo com o seu clube até aqui. Passou de bestial a besta em três tempos depois do seu Presidente ter afirmado que ficaria nos próximos dois anos...
Numa região sem tradição na modalidade e sem "escola" ele procurou fazer as coisas bem e com método... Mas fala mais alto o imediatismo e uma derrota na Taça de Portugal deu na rescisão... Fala-se de falta de atitude de jogadores... ou de interesses de alguém em ficar com o lugar dele... Mais uma vez os jogadores decidiram... Não jogaram e o treinador saíu...
Aqui bem perto passou-se o inverso... Várias derrotas seguidas e muitos problemas na relação entre treinador e jogadores ía ditar o afastamento do treinador. Uma reunião entre jogadores, dirigentes e equipa técnica com elevado protagonismo dos jogadores trocou metodologias e forma de jogar... O treinador aceitou as "sugestões" e a equipa passou a ganhar. Claro que se calhar fica na mão dos jogadores e de alguns dirigentes, mas isso é um pormenor para quem apenas procura "segurar-se".
Às vezes só atrapalhamos...
Quarta-feira, Dezembro 24, 2008
UM CICLO QUE SE ENCERRA...

Há quinze dias tivémos na Seleccao de Coimbra o Torneio Interassociacões de sub-20 anos masculinos onde Coimbra ficou eliminada sem ter perdido nenhum jogo. Mais uma vez démos tiros nos próprios pés já que um clube não deixou levar atletas convocados e portanto apesar de termos realizado dois bons torneios, o protocolar e o nacional não atingimos o objectivo de chegar á final de quatro.
Tenho pena pelos jogadores e pelo trabalho de 5 anos de Selecções, alguns desde os sub-17, passando pelos sub-18 e sub-19 anos. Foi sempre uma selecção de topo já que ficou em 3º nos sub-17, finalista vencido (2º) nos sub-18 e o ano passado em 5º depois de termos sido a única equipa que ganhou á Selecção do Porto (vencedor do torneio nacional) e sendo eliminada por golos da fase final.
Fechou um ciclo com uma óptima fornada de jogadores, fundamentalmente formada com jogadores da Académica de Coimbra, S. João e Sport Conimbricense. A todos eles sinto que no clube (nos que foram meus jogadores de clube) ou na selecção de Coimbra contribuí para a sua evolução e que se está a traduzir finalmente pelo menos em três clubes com bom nível nos seniores, Académica de Coimbra, S. João e Granja do Ulmeiro.
Para mim termina também aqui o meu ciclo como responsável por esta Selecção de Coimbra. Já dei o meu contributo, agora venham outros, pode ser que as vontades sejam mais consensuais na hora de disponibilizar jogadores...
Sexta-feira, Novembro 14, 2008
PORQUE NÃO PODEMOS ESPERAR MAIS QUATRO ANOS?
É fácil criticar e afirmar que o Campeonato do Mundo no Brasil foi um fracasso da Selecção Nacional e da sua equipa técnica… E que daqui a 4 anos logo se vê se fazemos melhor.Não ouvi foi ninguém criticar a própria federação e a sua estrutura… ou a falta dela para o futsal.
Há luz dos resultados, muitos foram os que às claras ou em surdina teceram críticas ao trabalho efectuado; aos jogadores convocados, a isto ou aquilo.
Falta fazer a reflexão que eu esperava que acontecesse por iniciativa de alguém com responsabilidades na federação, num órgão de comunicação, sei lá no seio dos treinadores, alguém com responsabilidades…
Estranhamente ninguém o fez até agora para que todos pudéssemos reflectir seriamente sobre as verdadeiras razões, as razões estruturais que levaram a que a selecção nacional não tivesse sucesso na última competição internacional em que participou.
A Selecção Nacional faz parte do Sistema desportivo que é a FPF e significa o conjunto de todos os praticantes e de todos os serviços desportivos que a nossa federação desenvolve. Em consequência, os resultados e o trabalho de uma Equipa Nacional tem que ser considerado como o produto do próprio sistema desportivo... A FPF afinal. E em definitivo, afirmaremos que o sistema desportivo federativo está integrado essencialmente por quatro elementos básicos:
Os Praticantes
Os Responsáveis
As Actividades
Os Equipamentos
Queremos naturalmente dizer, os praticantes, as instalações em que o fazem, os responsáveis pela direcção, organização e controle dos equipamentos e práticas e as actividades propriamente ditas, como confluência destes elementos.
Queremos fazer afinal uma pequena reflexão na base da análise destes quatro elementos e não pretendendo esgotar o tema, talvez nem sejamos capazes, procuraremos lançar elementos que possam contribuir para essa discussão necessária.
Os Praticantes
É evidente para todos que andamos na modalidade há muitos anos que o grupo de escolha do Seleccionador Nacional não é grande e que as suas opções, particularmente para algumas posições específicas são curtas.
A Selecção Nacional é única, não existe trabalho para baixo e os Interassociações masculinos federativos ninguém sabe para que servem, se calhar nem a FPF. Já nem falo dos femininos onde como se sabe foi encerrada a Selecção Nacional respectiva por falta de competições internacionais (ou para dar um jeito à Selecção Nacional de Futebol Feminino?).
Até porque no momento em que se inicia a primeira competição internacional de Sub-21 anos, Portugal prima pela ausência (afinal aqui há competição internacional e não há Selecção…).
No escalão logo abaixo, os juniores, o nível nacional é baixo e assiste-se a competições distritais desequilibradas de goleada em goleada em quadros competitivos desajustados, mas deles falaremos mais á frente.
O trabalho nos clubes com honrosas excepções não existe com a qualidade e quantidade necessárias, já que uma boa parte das equipas deste escalão ainda estão nas duas unidades de treino semanais. Como depois alguns clubes (poucos) já treinam quatro, dão-se as diferenças competitivas e a diferença na evolução dos jogadores, colocando problemas quando têm que subir a seniores e não têm nem o ritmo de rendimento, nem o necessário conhecimento do jogo.
Como não existe qualquer projecto de detecção e orientação de jovens talentos na federação, nem de aperfeiçoamento distrital ou regional por iniciativa federativa ou associativa os jovens vão aparecendo por geração espontânea ou a escolha dos melhores valores para a Selecção Nacional apenas poderá fazer-se a partir de um número ainda mais restrito de jovens de clubes que trabalham bem nesses escalões.
Ou seja ou possibilitamos pelo menos o aparecimento da Selecção Nacional Sub-21 anos com um trabalho regional abrangente de detecção e orientação dos melhores valores ou o leque de opções ainda vai afunilar mais!
A não ser, já me esquecia dessa opção, que passemos a naturalizar ainda mais brasileiros…
Os Responsáveis
Bem responsáveis somos todos nós, porque deveríamos trabalhar melhor e porque não devíamos permitir que as coisas chegassem onde estão a chegar…
Nas associações distritais somos apenas tolerados, porque vamos crescendo ano após ano e em algumas até já temos mais clubes e jogadores que o futebol, mas o processo de osmose, de verdadeira aceitação não existe.
Melhor aqui, pior ali, as coisas vão acontecendo tendo em conta o “peso” que temos individualmente nas estruturas.
Muitos do primo futebol se foram encostando no futsal e em boa parte hoje os dirigentes do futebol distrital são os dirigentes do futsal. O futsal perdeu da sua gente nos centros de decisão e é o futebol que determina a evolução distrital do futsal. Na federação também o é já agora…
Os dirigentes que temos nos clubes principalmente nos mais fortes ainda não perceberam que mais importante que andarem apenas a defender o seu quintal têm que defender o todo que é a modalidade. Um dia não há quintal para ninguém…
Os treinadores vão sendo aqueles – num grupo restrito é verdade – que ainda procuram melhorar mas o seu processo de formação está hoje ultrapassado e os numerosos cursos de formação de treinadores, principalmente no seu primeiro nível, vêm-se transformando apenas num recurso financeiro das associações distritais.
O próprio núcleo de formadores a que pertenço perdeu dinâmica e capacidade de autocrítica para transformar e inovar!
A federação vai cerceando senão o crescimento (porque é incontrolável) mas sim o desenvolvimento… Cresçam mas não abusem!
Cresce o número de praticantes, mas não melhoram os quadros competitivos; não há trabalho de Selecções nacionais Jovens ou pelo menos de trabalho abrangente inter-regional; a estrutura técnica federativa é diminuta, veja-se que o Seleccionador Nacional este ano esteve em três mundiais quando provavelmente deveria estar a preparar e a concentrar-se no objectivo principal…
É evidente para todos que andamos na modalidade há muitos anos que o grupo de escolha do Seleccionador Nacional não é grande e que as suas opções, particularmente para algumas posições específicas são curtas.
A Selecção Nacional é única, não existe trabalho para baixo e os Interassociações masculinos federativos ninguém sabe para que servem, se calhar nem a FPF. Já nem falo dos femininos onde como se sabe foi encerrada a Selecção Nacional respectiva por falta de competições internacionais (ou para dar um jeito à Selecção Nacional de Futebol Feminino?).
Até porque no momento em que se inicia a primeira competição internacional de Sub-21 anos, Portugal prima pela ausência (afinal aqui há competição internacional e não há Selecção…).
No escalão logo abaixo, os juniores, o nível nacional é baixo e assiste-se a competições distritais desequilibradas de goleada em goleada em quadros competitivos desajustados, mas deles falaremos mais á frente.
O trabalho nos clubes com honrosas excepções não existe com a qualidade e quantidade necessárias, já que uma boa parte das equipas deste escalão ainda estão nas duas unidades de treino semanais. Como depois alguns clubes (poucos) já treinam quatro, dão-se as diferenças competitivas e a diferença na evolução dos jogadores, colocando problemas quando têm que subir a seniores e não têm nem o ritmo de rendimento, nem o necessário conhecimento do jogo.
Como não existe qualquer projecto de detecção e orientação de jovens talentos na federação, nem de aperfeiçoamento distrital ou regional por iniciativa federativa ou associativa os jovens vão aparecendo por geração espontânea ou a escolha dos melhores valores para a Selecção Nacional apenas poderá fazer-se a partir de um número ainda mais restrito de jovens de clubes que trabalham bem nesses escalões.
Ou seja ou possibilitamos pelo menos o aparecimento da Selecção Nacional Sub-21 anos com um trabalho regional abrangente de detecção e orientação dos melhores valores ou o leque de opções ainda vai afunilar mais!
A não ser, já me esquecia dessa opção, que passemos a naturalizar ainda mais brasileiros…
Os Responsáveis
Bem responsáveis somos todos nós, porque deveríamos trabalhar melhor e porque não devíamos permitir que as coisas chegassem onde estão a chegar…
Nas associações distritais somos apenas tolerados, porque vamos crescendo ano após ano e em algumas até já temos mais clubes e jogadores que o futebol, mas o processo de osmose, de verdadeira aceitação não existe.
Melhor aqui, pior ali, as coisas vão acontecendo tendo em conta o “peso” que temos individualmente nas estruturas.
Muitos do primo futebol se foram encostando no futsal e em boa parte hoje os dirigentes do futebol distrital são os dirigentes do futsal. O futsal perdeu da sua gente nos centros de decisão e é o futebol que determina a evolução distrital do futsal. Na federação também o é já agora…
Os dirigentes que temos nos clubes principalmente nos mais fortes ainda não perceberam que mais importante que andarem apenas a defender o seu quintal têm que defender o todo que é a modalidade. Um dia não há quintal para ninguém…
Os treinadores vão sendo aqueles – num grupo restrito é verdade – que ainda procuram melhorar mas o seu processo de formação está hoje ultrapassado e os numerosos cursos de formação de treinadores, principalmente no seu primeiro nível, vêm-se transformando apenas num recurso financeiro das associações distritais.
O próprio núcleo de formadores a que pertenço perdeu dinâmica e capacidade de autocrítica para transformar e inovar!
A federação vai cerceando senão o crescimento (porque é incontrolável) mas sim o desenvolvimento… Cresçam mas não abusem!
Cresce o número de praticantes, mas não melhoram os quadros competitivos; não há trabalho de Selecções nacionais Jovens ou pelo menos de trabalho abrangente inter-regional; a estrutura técnica federativa é diminuta, veja-se que o Seleccionador Nacional este ano esteve em três mundiais quando provavelmente deveria estar a preparar e a concentrar-se no objectivo principal…
As Actividades
Os quadros competitivos nacionais são o que se conhece… A festa do futsal, A Taça de Portugal em Final Four terminou, mais uma futebolização da modalidade… Ninguém do futsal estava de acordo mas terminou porque a federação e as associações distritais assim o quiseram…
Nos escalões de formação existem Taças Nacionais em Juniores, Juvenis e Femininos, nem sequer somos dignos de ter campeonatos nacionais. Ter campeonatos nacionais não significa ter quadros competitivos longos e à semelhança do futebol, antes significa dar primeiro dignidade aos quadros competitivos e depois encontrar a melhor fórmula que passará sempre em minha opinião por um quadro competitivo com os campeões distritais em cada ano.
Nas competições distritais e principalmente nas maiores associações onde existem mais clubes e atletas, muitas vezes não é campeão a melhor equipa (não no sentido desportivo claro porque nem sempre ganham os melhores) apenas porque poderá não poder sequer disputar a competição principal.
A organização dos quadros competitivos da formação em divisões impossibilita que uma equipa por muito valor que tenha nesse ano não possa ser campeã distrital da sua categoria. Basta que um clube suba de divisão numa época com um grupo de jogadores e que esses jogadores subam de escalão para que na época seguinte essa equipa já não exista…
A organização dos quadros competitivos distritais para os escalões de formação tem que fazer-se sempre em divisão única por series, por fases, como entenderem, mas possibilitando o aparecimento de novas equipas com qualidade. O princípio da organização dos quadros competitivos seniores não é aplicável à formação!
Quanto aos Inter-associações, eles aparecem como momentos únicos da época e de verdade ninguém sabe para que servem… No feminino não servem mesmo para nada a não ser como detecção de jogadoras para a Selecção nacional de Futebol.
Nos masculinos vem-se afirmando que é para a escolha da futura Selecção de Sub-21 anos mas o que é verdade é que a FPF vem adiando ano após ano a sua concretização.
Entre o trabalho dos clubes e o trabalho de uma eventual Selecção Nacional temos que encontrar momentos abrangentes de aperfeiçoamento e detecção de jovens talentos no plano distrital e regional com uma intervenção diferente da equipa técnica federativa.
Os próprios Inter-associações têm que tornar-se para serem úteis momentos também de verdadeira formação dos treinadores dessas associações distritais e de troca de experiências técnicas concretas e não apenas de conversas…
Os quadros competitivos nacionais são o que se conhece… A festa do futsal, A Taça de Portugal em Final Four terminou, mais uma futebolização da modalidade… Ninguém do futsal estava de acordo mas terminou porque a federação e as associações distritais assim o quiseram…
Nos escalões de formação existem Taças Nacionais em Juniores, Juvenis e Femininos, nem sequer somos dignos de ter campeonatos nacionais. Ter campeonatos nacionais não significa ter quadros competitivos longos e à semelhança do futebol, antes significa dar primeiro dignidade aos quadros competitivos e depois encontrar a melhor fórmula que passará sempre em minha opinião por um quadro competitivo com os campeões distritais em cada ano.
Nas competições distritais e principalmente nas maiores associações onde existem mais clubes e atletas, muitas vezes não é campeão a melhor equipa (não no sentido desportivo claro porque nem sempre ganham os melhores) apenas porque poderá não poder sequer disputar a competição principal.
A organização dos quadros competitivos da formação em divisões impossibilita que uma equipa por muito valor que tenha nesse ano não possa ser campeã distrital da sua categoria. Basta que um clube suba de divisão numa época com um grupo de jogadores e que esses jogadores subam de escalão para que na época seguinte essa equipa já não exista…
A organização dos quadros competitivos distritais para os escalões de formação tem que fazer-se sempre em divisão única por series, por fases, como entenderem, mas possibilitando o aparecimento de novas equipas com qualidade. O princípio da organização dos quadros competitivos seniores não é aplicável à formação!
Quanto aos Inter-associações, eles aparecem como momentos únicos da época e de verdade ninguém sabe para que servem… No feminino não servem mesmo para nada a não ser como detecção de jogadoras para a Selecção nacional de Futebol.
Nos masculinos vem-se afirmando que é para a escolha da futura Selecção de Sub-21 anos mas o que é verdade é que a FPF vem adiando ano após ano a sua concretização.
Entre o trabalho dos clubes e o trabalho de uma eventual Selecção Nacional temos que encontrar momentos abrangentes de aperfeiçoamento e detecção de jovens talentos no plano distrital e regional com uma intervenção diferente da equipa técnica federativa.
Os próprios Inter-associações têm que tornar-se para serem úteis momentos também de verdadeira formação dos treinadores dessas associações distritais e de troca de experiências técnicas concretas e não apenas de conversas…
Os Equipamentos
Felizmente que a generalidade das Câmaras Municipais deste País têm vindo a construir instalações desportivas que vêm beneficiando a modalidade há alguns anos. Sem este factor não teríamos crescido o que crescemos. Com lacunas ainda por suprir é verdade mas claramente este é o elemento do sistema desportivo mais desenvolvido, talvez porque beneficiamos de terceiros, menos da nossa própria estrutura.
Trabalhar no futsal com paixão, mas com profissionalismo (mesmo que de borla) e seriedade; defendermos os claros interesses da modalidade e reflectirmos sobre os caminhos que temos que percorrer para ainda sermos mais fortes é urgente!
Desculpem lá estes desabafos… Afinal senão fizermos nada disto podemos afirmar na mesma daqui a 4 anos que o objectivo é sermos campeões do mundo… Também milagres sempre podem acontecer!
Felizmente que a generalidade das Câmaras Municipais deste País têm vindo a construir instalações desportivas que vêm beneficiando a modalidade há alguns anos. Sem este factor não teríamos crescido o que crescemos. Com lacunas ainda por suprir é verdade mas claramente este é o elemento do sistema desportivo mais desenvolvido, talvez porque beneficiamos de terceiros, menos da nossa própria estrutura.
Trabalhar no futsal com paixão, mas com profissionalismo (mesmo que de borla) e seriedade; defendermos os claros interesses da modalidade e reflectirmos sobre os caminhos que temos que percorrer para ainda sermos mais fortes é urgente!
Desculpem lá estes desabafos… Afinal senão fizermos nada disto podemos afirmar na mesma daqui a 4 anos que o objectivo é sermos campeões do mundo… Também milagres sempre podem acontecer!
Domingo, Setembro 28, 2008
SER TREINADOR... 4 - "A GESTÃO DOS RESULTADOS"

Não é fácil treinar equipas seniores maioritariamente jovens... é de facto uma tarefa que exige ainda mais atenção e concentração do treinador durante os treinos semanais e os jogos.
Lembro-me de quando estava na Académica no ano em que fizémos a transição para uma equipa com muito mais jovens, assente na equipa de juniores que tinha sido Campeã nacional da categoria...
Ás vezes quando necessitávamos de gerir o jogo e o resultado por estarmos em vantagem não era fácil e eu costumava dizer "lá vai o 7º de cavalaria do General Custer"... Nunca paravam que querer mais e mais e mais... e ás vezes o adversário causáva-nos uma surpresa...
Vem isto a propósito de um jogo que eu vi este fim-de-semana na minha região entre duas equipas da 3ª divisão e onde militam muitos jovens em ambas, alguns meus conhecidos de longa data e com muito potencial e qualidade.
Jogo equilibrado e emotivo que não bem jogado, talvez por ser o primeiro da sua época oficial e onde uma das equipas tem claramente maiores opções no seu plantel. Eu diria mesmo mais equilibrado porque a equipa que acabou por ganhar nunca se mostrou capaz de gerir a vantagem que tinha a seu favor e terminou a sofrer bastante e com muitos calafrios...
Num jogo com o marcador equilibrado mas onde uma equipa tinha melhor plantel e estava em vantagem é necessário saber gerir o jogo, trabalhar a bola, não correr riscos, principalmente quando o resultado estava 4-3 e faltavam por exemplo menos de 10 minutos para terminar o jogo...
Que fazer então? Tentar uma vantagem mais confortável continuando a jogar em ataque contínuo e sujeitando-nos a alguma surpresa ou fazendo circulação e manutenção da posse de bola, procurando elevar os estados de ansiedade da equipa contrária que quanto mais se aproxima o final do jogo em pior estado ficará?
Jogar normalmente com a procura de muitos passes para a zona central da equipa que perde e que por isso adianta a sua 1ª linha defensiva ou jogar antes pelas zonas exteriores com os seus jogadores perto e oferecendo constantemente linhas de passe e procurando espaço nas costas da última linha defensiva adversária ?
Parece-nos evidente a opção... No jogo em causa a equipa que estava a ganhar não fazia isso ou pela sua juventude ou por distracção.... E sofreu... sofreu, até final... falhou dois livres de 10 mts por estar sempre ao ataque..... mas o adversário teve um sem número de oportunidades para empatar... sempre em contra-ataque... um contrasenso afinal porque a equipa que perdia é que conseguia transitar para o contra-ataque.
Ser treinador é afinal muito mais do que treinar durante a semana.... É também gerir o jogo da sua equipa pelo menos uma vez por semana... Uma chatice afinal,porque seria bem mais fácil sem jogos para o campeonato e nunca estaríamos a medir-nos na nossa capacidade de técnico...
Ganhando ou perdendo, para mim sem jogos é que seria uma monotonia...
Até á próxima.
Terça-feira, Setembro 23, 2008
UMA NOVA ÉPOCA DESPORTIVA DAS EQUIPAS DE COIMBRA NOS NACIONAIS
Quem não tem ilusões num início de época desportiva? Directores, treinadores, jogadores, todos querem fazer melhor que na época anterior...
Muitas vezes não fizeram o trabalho de casa para preparar a nova época, mais uma vez em cima do joelho... Que jogadores foram contratados? Será que é essa sempre a solução? Ou antes será manter o núcleo duro da equipa, fazendo pequenos acertos em função das necessidades da equipa? Eu diria mais por aqui... Principalmente para quem não tem dinheiro para ir buscar grandes jogadores.
No clube do meu coração, a Académica de Coimbra quantos jogadores restam na equipa sénior da equipa junior que foi campeã nacional há dois anos? Dois. Bruno Rodrigues (Russo) e Bruno Figueiredo. Onde estão os restantes que tanto potencial têm? Jorge Campizes (S. João), João Pimentel e Bruno Rodrigues (ambos na Granja do Ulmeiro) e David Mateus (sem jogar). Se a estes juntarmos outros produtos da sua formação nos últimos anos, como André Sousa (Instituto e Campeão do Mundo Universitário), Victor Batalha (Instituto) e a se eles juntassem a soma maior que as partes de jogarem juntos há muitos anos, que grande equipa poderia ter a AAC dentro de pouco tempo.
Perdeu-se o efeito "formação" de cinco épocas de trabalho e as fornadas que aí vêm, só a mais velha ainda tem efeitos desse trabalho... Depois... que digam os seus responsáveis!
Claro que os jogadores que lá estão, os mais velhos e os mais novos que lá restam (a política encetada há alguns anos de recrutamento dos melhores valores da região ainda sopra naquela equipa) como Picasso, Cláudio Sousa, Carlitos e Zito, entre outros, devidamente enquadrados por jogadores com formação pessoal e desportiva como André Matos e Gonçalo Barão poderão tornar esta equipa mais forte este ano e promover a luta pela subida de divisão... Potencial existe, apesar dos sucessivos erros de gestão dos seus directores na construção da equipa. O treinador sabe o que necessita para ter sucesso e por esse lado com Tó Coelho não deverá haver problemas quanto á qualidade de trabalho.
Mais ao Sul na outra margem do Mondego surge o S. João, já consolidado como equipa dos nacionais na nossa opinião, desde que colaborei na transformação radical do seu plantel e dos seus métodos de trabalho... Um grande número de jovens jogadores com enorme potencial, embora com deficiências contínuas na sua formação como jogadores, fruto de uma aposta contínua errada no seu enquadramento técnico... Aos seus directores restam dois caminhos: Ou formam conveniente os técnicos que têm ou para darem o salto que desejam para patamares nacionais mais altos têm que procurar técnicos mais qualificados. A política de conservação dos seus melhores jovens foi correcta e se tiverem tranquilidade e efectuarem trabalho de qualidade na sua formação poderão retirar os seus dividendos. Mas terão que estar atentos de forma a que o reforço da sua equipa não se faça á sorte ou ao azar como foi na última época... Reforçar a equipa com jogadores com mais de 30 anos e já sem condições de jogar nos nacionais não é boa política, tal como para suprir a falta de um "pivot" na equipa, não se contrata mais um "ala". As equipas são construídas em equilíbrio de posições...
Falta o Granja do Ulmeiro que não fazendo grande trabalho na formação de jogadores, tem vindo a aproveitar os jogadores da formação da Académica, dando-lhes a possibilidade de jogarem nos nacionais. Com um trabalho de qualidade do Ricardo Soles e com João Pimentel, Bruno Rodrigues, Fábio Fonseca, João Bernardes, André Vaz, Paulo Rodrigues (todos ex-Académica) entre outros, jogadores com "boa escola", poderão fazer uma boa época, conseguindo a tranquilidade da consolidação da equipa nos nacionais.
Auguro uma época mais tranquila para as equipas de Coimbra nos nacionais, já que estas três equipas me parecem melhor preparadas para não terem surpresas negativas durante a época...
Boa sorte a todos...
